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Me dê motivos


Embora o título deste texto sugira uma canção muito conhecida na voz do Tim Maia...


Me de motivo pra ir embora / Estou vendo a hora de te perder...


Lembrou?


Mas desta vez não vou dialogar com essa canção. Quero dialogar com você que me deu uns minutos do seu tempo de vida para ler este texto. Quero apresentar alguns motivos, cerca de 13 motivos que me levarão até a urna no próximo domingo. O voto não termina em si, não é um quanto pior melhor. Nosso voto sinaliza um horizonte para o Brasil até 2030.


  1. O Brasil saiu do Mapa da Fome (pela segunda vez): 24 milhões de pessoas deixaram a insegurança alimentar grave. Políticas de combate à fome que, apesar de exitosas, foram estrategicamente abandonadas pelos governos anteriores;

  2. O Bolsa Família ficou mais forte.

  3. Mais de 25 milhões de pessoas ascenderam na escala social. Mais de 80% das novas vagas de emprego estão sendo ocupadas por beneficiários do Bolsa Família. É renda movimentando a economia.

  4. O Desenrola tirou milhões do vermelho. Desde 2023, o programa renegociou dívidas de quem mais precisava respirar financeiramente. A proibição das BETs é uma medida de priorizar as necessidades reais do povo como alimentação por exemplo.

  5. O Minha Casa Minha Vida voltou: mais de 1,2 milhão de moradias já contratadas, famílias que hoje têm moradia.

  6. O Novo PAC significa cerca de 20 mil obras em andamento pelo país: estradas, saneamento, escolas e universidades, hospitais e etc…

  7. O desemprego caiu para o menor nível desde 2015. Mais gente trabalhando, mais gente com carteira assinada.

  8. O Pé-de-Meia mantém jovem na escola. Desde 2024, o programa já ajuda milhões de estudantes do ensino médio a não abandonarem os estudos.

  9. O Agora Tem Especialistas reduz fila no SUS. O SUS, patrimônio do povo brasileiro, é valorizado.

  10. O desmatamento teve queda histórica.

  11. Quem ganha até R$5 mil não paga mais Imposto de Renda. Mais dinheiro no bolso de quem trabalha pra viver, não pra sobrar no fim do mês. Mais tempo para viver com a escala de trabalho 5 x 2. 

  12. A igualdade salarial se tornou lei. Em 3/06/2023, foi sancionada a lei que obriga salário igual para homem e mulher na mesma função.

  13. O Brasil voltou a ter voz no mundo. Sediou a Cúpula do BRICS, a COP30 em Belém e assumiu a presidência do Mercosul, falando de igual para igual com qualquer país.


Bem, poderia falar também de políticas públicas como as UPA, SAMU e Farmácia Popular, os Institutos Federais de Educação, Gás do Povo, Luz para todos, a Nova Indústria Brasil, os estímulos à Transição Energética, políticas de Regularização Fundiária etc etc etc. Aqui na Amazônia posso dizer que a vida do povo é muito melhor com essas políticas, elas são reais, estão ao alcance das mãos que necessitam e ao alcance dos olhos que observam. Vale destacar a reativação do Fundo Amazônia que é real aqui, política que foi desidratada no governo anterior.


Então, pense comigo: pela soberania, por direitos humanos, por mais saúde e educação, pelo SUS, pela Amazônia, por mais políticas públicas para o povo que mais precisa… Não se trata de um horizonte de futuro interessante?


O eleitorado dirá o horizonte de futuro para o Brasil e a força legislativa da caminhada na direção desse futuro.


Ivan Rubens




publicado no Jornal Cidade de Rio Claro em 29 de setembro de 2026.

Eleição 2026


Estamos no processo eleitoral de 2026. No dia 4 de outubro, 157,1 milhões de eleitores e eleitoras definirão o Poder Legislativo e o Poder Executivo nos 26 Estados, no Distrito Federal e na União.

O 1º voto será para Deputado/a Federal. Na urna eletrônica serão 4 dígitos e confirma para escolher um/a representante à Câmara Federal. A Câmara Federal é composta por 513 deputados/as que representam os interesses do povo do seu estado. Assim, os 34,1 milhões de eleitores/as de São Paulo estão representados/as por setenta deputados/as federais, o limite máximo de representação, enquanto os 577 mil eleitores/as do Amapá, por exemplo, são representados por 8 deputados/as.

O 2º voto será para Deputado/a Estadual. Na urna eletrônica serão 5 dígitos e confirma para escolher um/a representante à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A ALESP é composta por 94 deputados/as estaduais.

O 3º voto será para Senador/a. Na urna eletrônica serão 3 dígitos e confirma para escolher um/a representante ao Senado Federal. No Senado Federal a representação é federativa, ou seja, cada Senador/a representa seu estado. Por isso, são 3 representantes para cada um dos 26 Estados e do Distrito Federal totalizando 81 senadoras/es. No Senado o mandato é de 8 anos com renovação alternada a cada 4 anos. Assim, neste ano elegeremos 2 Senadores/as.

O 4º voto, portanto, será para Senador/a novamente. Serão mais 3 dígitos na urna eletrônica e confirma.

O 5º voto será para Governador do estado de São Paulo. Serão mais 2 dígitos e confirma. O governador eleito será o chefe do Poder Executivo Estadual por 4 anos.

O 6º e último voto será para escolher o Presidente da República. Serão mais 2 dígitos e confirma. O Presidente da República Federativa do Brasil assumirá a chefia do Poder Executivo Federal por mais quatro anos.

Seis escolhas e 25 toques na urna eletrônica se não houver erro, correção e outra digitação. Esse número pode ser menor no caso de voto na legenda. Leve um papel com os números da sua preferência na ordem de votação.

Mas isso em 4 de outubro. Enquanto isso, pense bem pra decidir seu voto. Um aspecto importante é a biografia do/a candidato/a, sua trajetória na vida pública, sua trajetória política e eleitoral. A política real se faz por gente viva, corpos vivos com suas imperfeições, a política real não é feita por deuses e deusas, tampouco por seus representantes aqui na terra. Vivemos numa democracia representativa, o que quer dizer que o/a eleito/a representará milhares de eleitores/as no espaço institucional, ocupará em nosso nome um importante espaço de poder político. Procure saber dos compromissos assumidos, os grupos de interesse representa. Não caia em conversinha fiada, não acredite em propostas vazias, nos lacradores das redes sociais e no quanto pior, melhor. O Brasil é um país soberano, não entregue nossa soberania para um Laranja qualquer.

Os resultados dessa escolha serão sentidos por todos nós durante os 4 anos do mandato, 8 anos no caso do Senado Federal.

Ivan Rubens – educador.